segunda-feira, 15 de agosto de 2016

MONTE DO CARRAPATELLO 2013

MONTE DO CARRAPATELLO 2013
FlávioMPinto
Mais um vigoroso tinto português do Alentejo.
De cor típica dos vinhos alentejanos, granada forte, é composto de Aragonez, Alicante Bouschet e Touriga Nacional. Um belíssimo blend.
Reconhecido com 92 pontos pelo Wine Enthusiastic, teve passagem de 9 meses por carvalho.
Um pouco tânico e guarda resquícios de aniz e pimentas. Nos sabores, nos apresenta cerejas bem marcantes, flores silvestres e laranjeiras. Um vinho bem complexo e elegante.
Seus 14% de álcool não interferem no encorpamento, mas o deixa um mpouco sofisticado, fresco e delicado.
Deixa um final elegante e frutado.
Esta é a minha opinião.

SOLAR DOS LOBOS 2014

SOLAR DOS LOBOS 2014
FlávioMPinto
Este vinho é do Alentejo.
Um blend , como a imensa maioria dos vinhos portugueses, mestres em blends, com Touriga Nacional, Castelão, Syrah, Aragonez e Trincadeira.
De cor granada forte. Fresco, harmonioso, taninos polidos e bem organizados. Cálido e elegante. Enche a boca.
Equilibrado com morangos maduros em destaque. Um ótimo vinho português.
Um bom final frutado e duradouro.
Esta é a minha opinião.

BRIDÃO CLASSICO 2012

BRIDÃO CLASSICO 2012
FlávioMPinto
Um clássico vinho da região do Tejo.
Em 2015, foi premiado no 16º Grand International Wine World-Mundus Vini e Medalha de Ouro  no Concurso de Vinhos engarrafados no Tejo em 2015.
Um blend bem português de Touriga Nacional, Castelão, Tinta Roriz e Trincadeira.
Teve uma ligeira passagem por madeira.
De cor granada, apresentou aromas frutados de cerejas e morangos maduros.
Harmonioso, cálido, bem encorpado e de taninos bem organizados. Elegante com sabores de cerejas e amoras bem salientes. Seus 14% de álcool não aparecem.
Final com amoras maduras longo e marcante.
Esta é a minha opinião.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

SALTON CLASSIC RESERVA ESPECIAL MERLOT 2014


SALTON CLASSIC RESERVA ESPECIAL MERLOT 2014

FlávioMPinto

Sempre fui muito cético a certas classificações  dadas a vinhos. Muitos vinhos são subestimados e outros superestimados. Em especial os RESERVA, RESERVADO e por aí vai, a não ser em vinhos espanhóis que possuem legislação especifica e que classifica os vinhos daquele país em Crianza, Reserva e Gran Reserva.

Muito comum nos chilenos, os brasileiros também estão descobrindo esse filão de marketing.

A Salton nos apresenta a linha Classic com vinhos rotulados como Reserva Especial não informando se passou por madeira, ou por qualquer outro processo para melhorar sua qualidade ou sequer por quanto tempo ficou “confinado” nas barricas para amadurecer. Temos de descobrir degustando.

Independente disso o SALTON CLASSIC RESERVA ESPECIAL MERLOT 2014 é um vinho muito bem apanhado e bem feito.

De cor escura, bem forte, um vinho jovem, de cara. Exala framboesas maduras e de violetas no seu bouquet bem proeminente. Bem Merlot.

Na boca se mostra bem suave, embora  o frutado demarque bem o paladar com framboesas maduras e outras frutas vermelhas, como ameixas e flores como as citadas violetas.

Por seu preço baixo, se engana quem pensa em um produto de qualidade inferior. Se o distinguíssemos como um vinho superior não faria feio nem estaríamos errados.

Seus 13% de álcool não passam ao conjunto.

Um vinho surpreendente. Elegante, bom de boca, com taninos em organizados, medianamente encorpado, de boa acidez. Provavelmente passou por madeira, mas por pouco tempo.

Um excelente custo-benefício para os admiradores de Baco que não desejam gastar muito e ter um bom retorno. Pode ser encontrado nos melhores mercados em Porto Alegre por menos de 20 reais.

Evoluiu muito frente ao 2012.

Deixa um final longo e duradouro.

Esta é a minha opinião.

terça-feira, 28 de junho de 2016

CONCHA Y TORO SPECIALITIES TINTO 2013


CONCHA Y TORO SPECIALITIES TINTO 2013

FlávioMPinto

A chilena Vinícola Concha y Toro está entre as maiores vinícolas do mundo, não só em volumes de vendas, exportações, mas também na amplitude do seu portfólio e qualidade dos seus produtos, principalmente.

O Specialities Tinto 2013 é um blend de uvas tintas sem passar por madeira. Pelo preço( 5,80 dólares nos free-shop de Rivera-ROU) pertence a uma linha de entrada dos produtos. Um vinho simples. Nada de mais. Destinado a quem está se iniciando na arte do vinho.

A vinícola parece deixar de lado as mesmices varietais do Novo Mundo e investe em blends não informando que uvas o compõem. Nos mercados mais antigos e competitivos, os vinhos mais sofisticados não distinguem quais uvas o integram. São definidos pelo TERROIR. Sim, o Terroir é que define o vinho como nos sofisticados franceses de Bordeaux e Borgonha. Com absoluta certeza a Concha Y Toro deseja que seu vinho seja chamado pelo nome próprio. Não sei se conseguirão, se este for o propósito, pois as áreas chilenas não são catalogadas como as francesas, ou as italianas. É uma suposição e uma aposta. A não ser que tenham cartas valiosas e escondidas na manga.

 De cor violeta forte, marcante e aromas também fortes de framboesas maduras, não apresenta aromas salientes.

Na boca se revela um vinho cálido, de boa acidez. Medianamente encorpado. Seus 12,5% de álcool não deixam marcas. Bem encorpado.

Me parece ser um vinho bem gastronômico, por sua acidez.

Deixa um final curto.

Esta é a minha opinião.

domingo, 19 de junho de 2016

MARIO GEISSE RESERVA CARMENÉRE 2013

MARIO GEISSE RESERVA CARMENÉRE 2013
FlávioMPinto
Mario Geisse é uma referência na vitivinicultura gaúcha, e brasileira, nos espumantes. Levou seus espumantes a palcos europeus com sucesso. Brilha nas borbulhas.
Agora, na área dos vinhos tranquilos, nos brinda com esse Carmenére feito na sua terra, o Chile, mais especificamente no Vale do Colchagua. Um vinho com aromas e sabores de vinho de elite. Não poderia ser de outra forma. A vitivinicultura chilena está num excelente patamar nivelando-se aos melhores do mundo atualmente. Seus melhores vinhos tintos não deixam nada a dever aos melhores de Bordeaux e os brancos estão par i pasu com os melhores da enosfera mundial. Talvez seja exagero, mas o tempo mostrará ao mundo a excelência dos vinhos chilenos feitos com dedicação, zêlo e competência ímpares.
Esse Carmenére é um exemplo: elegante, macio, sofisticado, se destaca desde o primeiro aroma frutado e goles saborosos.
De cor violeta padrão, perfuma  o ambiente rapidamente ao desarrolhar a garrafa com aromas de flores silvestres como se estivéssemos em campo aberto na época da floração.
Na boca, framboesas e um toque de cassis dão o tom.
Seus 14% de teor alcoólico não dão ar de sua graça. Muito equilibrado e fresco.
Deixa um final competente, frutado  e duradouro.
Esta é a minha opinião.

terça-feira, 24 de maio de 2016

HAUTE PIERRE CHÂTEAUNEUF-du-PAPE DELAS 2010

HAUTE PIERRE CHÂTEAUNEUF-du-PAPE DELAS 2010
FlávioMPinto
Delas Frères é um dos grandes produtores franceses de Châteauneuf-du-Pape, um dos mais notáveis vinhos da França e um padrão seguido por mais de cem produtores no Vale do Rhône. A Delas  Frères situa sua propriedade e vinícola no coração do Vale do Rhône, em Tournon-sur-Rhône.
Um dos seus inúmeros produtos é esse Haute Pierre 2010, um Châteauneuf-du-Pape muito distinto e elegante, refletindo muito bem o padrão dos mais conceituados vinhos do Rhône.
De cor violeta meio opaca, exala aromas frutados de groselhas bem distintos.
Na boca, sua tanicidade compartilha com os 14% de teor alcoólico dando um ar bem tânico e diferenciado. É elegante, aristocrático,complexo e concentrado, muito forte, deixando uma ótima impressão.
Muito encorpado e marcante.
Deixa um final bem frutado, longo e duradouro.
Esta é a minha opinião.