terça-feira, 23 de julho de 2013

CASA VALDUGA RAÍZES CABERNET SAUVIGNON 2010


CASA VALDUGA RAÍZES CABERNET SAUVIGNON 2010

FlávioMPinto

Ao término de uma reunião da Confraria Bom Vin, no dia 22 de Julho na Scantinato di Peppo em Porto Alegre, nos foi apresentado o Casa Valduga Raízes Cabernet Sauvignon 2010.

Oriundo de vinhedos da área a norte de Quaraí, nos revela mais um terroir de respeito na região da Campanha.

Mas o vinho é um legítimo Cabernet Sauvignon. Escuro, impenetrável. Muito aromático, mas já revelando uma pretensão á aristocracia com seus taninos bem domados pela Casa Valduga.

Sendo um varietal do rei das uvas tintas, não decepciona nos apresentando um belíssimo vinho de um terroir ainda desconhecido.

Complexo, estruturado e austero, “sério que nem burro atolado”, como bem se diria na fronteira, o Raízes deixa sua marca muito forte como mais um produto de excelência dessa região portentosa para o cultivo de vitisviníferas de qualidade, que agora dá sua carta de apresentação.

Deixa um final longo e saboroso.

É, essa Campanha ainda vai dar muito o que falar com o que está surgindo.

Esta é a minha opinião.

.NERO BLANC DES BLANCS


.Nero Blanc des Blancs

FlávioMPinto

Um espumante como nenhum outro. Já, de cara, a excelente apresentação: garrafa branca , transparente, deixando á mostra o líquido precioso do .Nero Blanc des Blancs.

Cor belíssima, um dourado brilhante que já nos seduz antes do desarrolhar.  Aberto, o .Nero nos inebria em aromas cítricos, abacaxi, lima, limão, principalmente. Perlage finíssima e duradoura é destaque.

Na boca, embora ainda possa evoluir muito, mesmo tendo passado 16 a 18 meses em contato com as leveduras, mostra pão torrado, maça verde, e os outros cítricos dos aromas.

O .Nero Blanc des Blancs é feito exclusivamente de uvas Chardonay da Serra gaúcha.

Um dos melhores espumantes que degustei até presente data.

Esta é a minha opinião.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

M.CHAPOUTIER CÔTES DU RHÔNE BELLERUCHE 2009


M. Chapoutier Côtes du Rhône Belleruche 2009

FlávioMPinto



Um  89 pontos de Robert Parker-Wine Advocate.  Feito de Grenache e Syrah, uvas padrão de muitas AOC do Côtes Du Rhone.

De cor rubi intensa, quase púrpura,  já no desarrolhar da garrafa surgem aromas fortes frutados de baunilhas e cerejas, um pouco de tabaco e madeira. Na boca apresenta-se alcoólico com seus 14%,  deixando bem demarcada sua passagem. Nuances de tostados, tabaco, morangos e a confirmação dos aromas na boca.

Medianamente encorpado e complexo, convém fazer uma boa decantação para que se amacie melhor, embora seus taninos estejam bem cuidados. Muito sério e definido.

Deixa um final longo e saboroso. De boa grife e conceituação.

Um legítimo integrante da AOC do Côtes Du Rhône.
Esta é a minha opinião.

COL D'ORCIA BRUNELLO DI MONTALCINO 2006


COL  D’ORCIA BRUNELLO DI MONTALCINO DOCG 2006

FlávioMPinto



 Col D'Orcia é uma das mais antigas vinícolas de Montalcino, estando presente desde 1933 com o nome "Fattoria di Sant'Angelo in Colle" e pertence á família Cinzano.

Nos apresenta um Brunello tradicional.

Inicialmente uma coloração púrpura não muito forte, mas pelas bordas verifica-se que o vinho está bem vivo. Em dia e em ordem.

No nariz desponta um bouquet de frutas vermelhas e violetas. Bem perfumado, por sinal. Lágrimas parcimoniosas descem indicando seu teor de 14% de álcool.

Na boca o Brunello se revela bem frutado ricamente com sabores de cerejas, morangos bem maduros e amoras. As violetas também surgem. Muito elegante e aristocrático. Distinto.

Bem encorpado, apresenta taninos muito distintos e bem resolvidos. É um Brunello com a denominação e garantia de origem controlada e garantida DOCG. Fácil de se entender por sua suavidade.  A madeira não dá ar de sua graça. Desapareceu ante a frutuosidade.

Deixa um final frutado e duradouro.

Esta é a minha opinião.

domingo, 7 de julho de 2013

ABBADIA ARDENGA BRUNELLO DI MONTALCINO 2005


ABBADIA ARDENGA BRUNELLO DI MONTALCINO 2005

FlávioMPinto


Um Brunello é um Brunello e estamos conversados. A maior grife de vinhos italianos e pronto. É isso aí.

Esse, da Abbadia Ardenga, da Azienda Agricola de Montalcino-Italia, degustado foi adquirido em Roma- Itália. Já é o segundo da mesma vinícola e safra que tenho a satisfação de degustar. Mas são de vinhas diferentes e os rótulos são diferentes. Pois bem.

Após ser desarrolhado, já apresentou seu cartão de visitas: aromas frutados nos atacam. Cerejas, morangos, até cassis e violetas surgem na mistura. Um festival de aromas de frutas e flores silvestres.

Na boca, a untuosidade, demarcada pelos 14% de teor alcoólico e pelas lágrimas generosas, o Brunello confirmou seus aromas, agora sabores de frutas vermelhas. Se bem que um tanto já para o lado da perda do vigor, pois já estava com os bordos se atijolando. Entenda-se estava com mais de 8 anos na garrafa, daí o início do seu declínio. Mas ainda em plena forma. O da Vigna Piaggia degustado em 2012 estava em melhores condições.

Deixa um final muito marcante e significativo. Duradouro. E uma bela mensagem no contrarrótulo:

“ Walking alone cannot cannot appease my soul which yearns upon a breeze to fly where  words cannot express the joys of life which I share best with you, my dear Brunello.”

Esta é a minha opinião.

domingo, 23 de junho de 2013

DÁDIVAS PINOT NOIR 2012


DÁDIVAS PINOT NOIR 2012

FlávioMPinto


A cavaleiro do sucesso do  Faces, escolhidos os vinhos da Copa do Mundo de 2014- o branco e o tinto, a Lidio Carraro, vinícola butique de Encruzilhada do Sul, região da Campanha gaúcha,  nos apresenta mais um produto. Sem passagem por carvalho e correções de açúcar/álcool.

Cor de cerejas maduras. Pouco untuoso. Aromas amendoados com nuances até de canela.

Pouco frutado nos aromas, porém na boca o frutado se apresenta com vigor. Cerejas, morangos e notas de licor de cassis.

Um vinho com um frescor típico dos Pinot Noir, com um equilíbrio salutar do álcool-14%-com a estrutura do vinho.

Um típico Pinot Noir. De boa cepa. Agradável, fácil de beber. Elegante e medianamente encorpado. Um sabor definitivo da Pinot Noir, pois o vinho se apresenta como ele é.

Deixa um final curto, mas prazeroso.
Esta é a minha opinião

ESCUDO ROJO 2008


ESCUDO ROJO 2008

FlávioMPinto




Mais uma criação da filial chilena da Baron Philippe de Rothschild.

Feito num assemblage de Cabernet Sauvignon, Syrah,Cabernet Franc e Carmenere, exala aromas pouco frutados, mas é na boca que se mostra como um todo. Sabores de chocolate, canela, aos poucos vão tomando conta da boca. Volumoso e elegante, um tanto aristocrático pelas uvas que compõem o blend.

Seu teor alcoólico de 14% não interfere na estrutura do vinho. Um composto firme e sério, sem qualquer resquício de amargor ou rusga no paladar. Afinal, são quatro cepas das mais tradicionais do Chile e plantadas e colhidas á mão num dos vales mais emblemáticos: Maipo.

Deixa um final elegante e duradouro.
Esta é a minha opinião