segunda-feira, 7 de agosto de 2017

BORETTI PASSIAMO VIGNE VECHIA 2014

FlávioMPinto
Um Negro Amaro da Puglia. É um IGT muito distinto- teria tudo se fosse um DOC, mas não é da área especifica e identificada para os Negro Amaro. mas não deixa de ser um produto de boa qualidade.
De cor escura profunda, exala aromas frutados de frutas negras.
Muito agradável de degustar. Macio, envolvente, bom de boca.
Sem amargor, apresenta bom equilíbrio entre este e os taninos.
Elegante, não deixa nenhuma rugosidade ou qualquer outra sombra de dúvidas sobre a origem de sua cepa. 
Deixa um final cálido e duradouro.

Esta é a minha opinião. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

MIOLO CUVÉE GIUSEPPE 2010

MIOLO CUVÉE GIUSEPPE 2010
FlávioMPinto

Um cuvée de Merlot e Cabernet Sauvignon. Mistura muito distinta.
De cor opaca violeta indicando maior preponderância da Merlot. Aromas balsâmicos se destacam, pois é um vinho já com mais de cinco anos na garrafa. Bem untuoso. 
Na boca revela-se um vinho de personalidade forte. Taninos bem domados e acidez bem comportada enchendo a boca. 
Sedoso, macio, bem estruturado com destaque para seu equilíbrio e harmonia entre os taninos, teor de álcool, amargor e a acidez. 
Na boca aparecem sabores de compotas de frutas negras e frutas vermelhas bem maduras, como framboesas e ameixas. Estas em formato de passas. Seus 13,5% de teor alcoólico dão a elegância ao vinho completando sua estrutura.
Um raro vinho nacional de guarda. Já nasceu com esse DNA. O Brasil ainda não possui esta tradição. Aqui a produção é dirigida para vinhos jovens. Não é para colecionadores, mas para ser guardado e consumido em data especial não muito longeva.
Deixa um final balsâmico, frutado e duradouro. 

Esta é a minha opinião.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

MONTEROSA CABERNET SAUVIGNON 2016

MONTEROSA CABERNET SAUVIGNON 2016
FlávioMPinto
Um vinho argentino de Mendoza, a capital portenha dos vinhos.
De cor forte carmim bem característica da cepa. Ao destampar a rolha já afloram aromas de groselhas e violetas bem demarcantes.
Na boca os taninos aparecem bem domados, mas se fazendo notar.
Um vinho seco que não renega sua origem-Mendonza-Argentina. O teor alcoólico de 12,5% não aparece no conjunto. 
Um vinho bem comportado, honesto e que mostra uma certa elegância. 
Um excelente custo-benefício para o dia a dia. 
É da Evino, uma importadora do Espírito Santo que vende vinhos muito bem no mercado brasileiro. Preços bons, vinhos idem e entrega em todo o Brasil até sem custo dependendo da compra. O site é www.evino.evino.com.br

Esta é a minha opinião. Ah, esqueci de dizer que o Monterosa 2016 deixa um final competente e duradouro.

sábado, 22 de julho de 2017

EXEMPLO 2015

EXEMPLO 2015
FlávioMPinto



Mais um vinho português de respeito, embora seja indicado para o diário.
Os portugueses conseguem a façanha de vinificar todas cepas cultivadas por lá. Uma variedade de mais de 300 uvas diferentes para todos os gostos.
O EXEMPLO 2015 feito com as uvas Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca, autóctones da região do Douro é mais um da variedade portuguesa.
De cor rubi forte, seu bouquet  dá poucas dicas de sua personalidade. Ele meio fechado. Apenas na boca se revela um autêntico duriense com frutados muito agradáveis e taninos salientes. De cor rubi forte.
No final, os taninos se mostram mais trincando os dentes e deixando um final longo.

Um bom vinho português com certeza. 


domingo, 4 de junho de 2017

VINHOS ORGÂNICOS CARRAU

VINHOS ORGÂNICOS CARRAU
Em 1994 em Santana do Livramento-RS, Juan Carrau iniciou o processo de conversão de seus vinhedos. Abandonando as práticas de cultivo , conhecidas como convencionais, os 75 hectares do campo La Mañana serviram de palco para a implantação de um novo conceito  para a produção de uvas finas: o cultivo orgânico ou biológico.
O gradual processo de transformação dos vinhedos incluiu muita adubação verde, húmus de minhocas, biofertilizantes e a substituição total de herbicidas, fungicidas e fertilizantes por adubos folhares, melaço e calda bordalesa, o único defensivo tolerado dentro dessa nova proposta.
Assim, em 1997, 1998 e 1999 esses vinhedos propiciaram os primeiros vinhos Cabernet Sauvignon e Gewurztraminer biológicos - vinhos com raras e excepcionais qualidades para os padrões vitivinícolas do país.
No período de 2002 a 2007, estes vinhos foram certificados pelo Instituto Biodinâmico( IBD) segundo as normas européias 2092/91. O IBD fiscaliza e certifica produtos orgânicos no mundo, seguindo normas que são a essência da Agricultura Orgânica.
Este foi um marco para os vinhos nacionais já que tratou-se dos primeiros vinhos finos das variedades Cabernet Sauvignon, Semillon e Gewurztraminer com certificação orgânica.

Hoje, a Juan Carrau continua com a condução orgânica de seus vinhedos com a certeza que este é o meio diferenciado para atingir produtos de destacada qualidade em equilíbrio com o meio ambiente.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

YSERN TANNAT 2009

YSERN TANNAT 2009
FlávioMPinto
Mais um produto com a excelência da Bodega Carrau, Rivera , Uruguai, com uvas vindas do seu vinhedo do Cerro Chapeu. Esse vinhedo, onde são cultivadas outras cepas de destaque , fica a poucos metros do Brasil, bem na fronteira, na linha divisória internacional. A poucos quilômetros dali fica o terroir do Cerro do Chapéu, em Palomas, distrito de Sant’Ana do Livramento, onde estão instaladas duas vinícolas importantes da região da Campanha brasileira: a Almadén e a Cordilheira de Santana.
Ele, o YSERN, é irmão siamês do AMAT, considerado um “Tannat sideral” por um crítico inglês, que escreveu o  famoso livro chamado Os 1000 vinhos para beber antes de morrer.
Mas o YSERN TANNAT 2009, já com origem assegurada, pois as Bodegas Carrau, são sinônimos de qualidade internacional, também deixa um rastro de qualidade por onde passa, seguindo a carreira do irmão. É de uma cor violeta clássica bem viva. Aromas frutados de frutas vermelhas, como ameixas maduras, morangos e especiarias como cravos e canela. Uma excelente ficha de apresentação.
Na boca, o YSERN TANNAT não deixa por menos: seu teor alcoolico de 13% se equilibra bem com a acidez dando-lhe uma elegância ímpar. Apresenta sua complexidade com boa amplitude de sabores.
Um vinho diferenciado, intenso e complexo.
Deixa um final frutado e longo, evidenciando sua qualidade.

Esta é a minha opinião.

sábado, 8 de abril de 2017

O sexto sentido nos vinhos

O sexto sentido nos vinhos
FlávioMPinto
Todos os sentidos são importantes na degustação de um vinho. Embora presente somente nos espumantes, o estourar da rolha ao destampar a garrafa, embora seja uma forma deselegante de abrir a garrafa, é mundialmente reconhecido com o ato de alegria, festa e comemoração. É a audição em foco, demarcando território firmemente nos espumantes , champagnes e cavas.
Nos demais tipos de vinhos a audição pouco se manifesta, contudo os outros sentidos afloram dando vida ao líquido de Bacco.
São estímulos físicos e químicos que nos apresentam a alma e corpo do vinho, como nasce, sua vida pregressa e futura, de onde veio e como foi feito, em que época, região e clima.
Os atos de cheirar e degustar nos trazem á tona até capítulos da história!
É claro que nem todas as pessoas sentem esses estímulos e sensações, mas quem os sente vivencia até a atmosfera da região onde foi plantada a uva .
Daí uma pergunta: onde se enquadra o sexto sentido.
Bom, o sexto sentido se enquadra quando degustamos um vinho de qualidade muito superior ao que estamos acostumados, fugindo em qualidade os nossos parâmetros revelando um questionamento:” O que estou bebendo”.

Um crítico inglês classificou o vinho AMAT, um Tannat da Juan Carrau, de Rivera, Uruguai, de sideral!