quinta-feira, 12 de julho de 2012

BARTON & GUESTIER CÔTES DU RHÔNE 2009


BARTON & GUESTIER CÔTES DU RHÔNE 2009

FlávioMPinto

Barton & Guestier são comerciantes e produtores conhecidos no mundo dos vinhos franceses. Trazem nas costas uma tradição muito respeitada. Produzem em diversos locais da França com muita qualidade. Este vinho é da Côtes Du Rhône com uvas Grenache, Syrah e Carignan. Um mix de respeito e característico do terroir do vale do Rhône. É, portanto, um blend com todas as características daquele afamado terroir.

A começar pelo rótulo, já se tem um produto diferenciado que respeita o consumidor apresentando todas as informações necessária ao melhor aproveitamento do produto.

Na taça, as lágrimas abundantes revelam seu teor alcoólico de 14,5%, e no nariz, não deixa de evidenciar o aroma típico de cerejas frescas e groselha.

Na boca, um vinho rico, encorpado, tânico, muito vivo.  Com nuances de morangos, pimenta e groselha, deixa um final prazeroso e longo.

Um ótimo vinho para ser degustado ao som de Diana Krall!.

Esta é a minha opinião.

sábado, 7 de julho de 2012

ALMAÚNICA RESERVA MERLOT 2010

ALMAÚNICA RESERVA MERLOT 2010
FlávioMPinto
Um belo vinho da vinícola butique do Vale dos Vinhedos. A borda escarlate da taça mostra o vinho bem vivo, claro, jovem e cheio de vida. De cor escura, rubi forte, um Merlot bem perfumado como todo bom filho da uva mater do Dordogne. As lágrimas revelam os 13% de álcool.
Um bouquet bem pronunciado com amoras e framboesas se destacando.
Na boca, os aromas se desfazem em sabores agora de cerejas frescas e baunilhas numa suavidade ímpar. Um toque de cassis e uma leve presença na madeira se fazem presentes. Mesmo sendo um varietal, apresenta a complexidade tradicional dos Merlot  mais tradicionais, com muita fruta e taninos amaciados. Medianamente encorpado.
Deixa um final longo e prazeroso.
Esta é a minha opinião.

domingo, 17 de junho de 2012

BELAVISTA ESTATE BUENO PINOT NOIR 2011


BELAVISTA ESTATE BUENO PINOT NOIR 2011
FlávioMPinto
Já na embalagem a confirmação de que é um vinho para se beber já: a tampa screw cap e feito por quem sabe, visto a garrafa padrão Borgonha.  Sim, de cara a indicação de consumo, mas poucos sabem. Essa tampa já dá a indicação de consumo imediato. Não o guarde para degustar depois.
A uva Pinot Noir, uva de cascas finas, é originária da Borgonha, seu berço. Lá divide seu reinado com a Chardonay.
Um vinho leve para ser consumido jovem. O Bueno já trás isso no seu rótulo e tampa.
Sua cor não é um violeta forte, é até meio opaco, característica da cepa, mas possui um perfume inconfundível de flores que inebria. Lágrimas fugazes indicando que não é sedoso, mas de um teor alcoólico adequado-13,5%. Um pouco enfumaçado indicando a passagem por madeira. Pequena, por sinal.
Um vinho leve, elegante, muito perfumado, pouco encorpado, embora marcante. Destaque também para sua pouca tanicidade, uma característica da Pinot Noir.  Na realidade ela marca presença por sua suavidade. Sabor de cerejas frescas muito presente deixa o vinho bem frutado.  
É um vinho descompromissado e com um frescor ímpar, o que o indica para reuniões informais tipo happy hour.
Deixa um retrogosto duradouro.
Mais um Golaço do Galvão Bueno. Um excelente vinho. Um Pinot Noir de respeito.
 Deguste-o refrescado como se fora um vinho branco. Esta é a minha opinião.

DEGUSTAR , DESFRUTAR E MERECER


DEGUSTAR , DESFRUTAR  E MERECER
FlávioMPinto
Você já se imaginou se preparando para abrir e beber um Premiére Gran Cru Château  Margaux? Ou um Sauternes Pauillac? Ou mesmo um L’Hermitage lá de Côtes du Rhône?
Que tal um Château Haut-Bryon?
Que momento mágico combinará com tal?
Como preparar-se para tal momento? Sem dúvidas, no mínimo uma taça de cristal, não?
Um terno caprichado, um mordomo de luvas....uma música do Yanni no tocador de músicas e por aí vai. Uma preparação sobre o que se vai beber , principalmente um vinho importante, é algo muito salutar. Podemos dar um pulo na História, na Geografia e porque não na Filosofia? Boas maneiras, elegância, ih, já estamos longe.
Sempre digo que vinho rima com sofisticação. É a bebida dos deuses,  reis e rainhas mundo afora, historicamente.
E acredito que merecemos tal honraria. Fazemos por merecer.

sábado, 16 de junho de 2012

CHÂTEAU LES MILLAUX PRESTIGE 2009


CHÂTEAU LES MILLAUX PRESTIGE 2009
FlávioMPinto
Mais um filho dileto das margens do Dordogne. É de Bordeaux Supérieur, de um vinhedo entre Saint Emillion e Bordeaux. Lá impera a Merlot.
Vem, mais especificamente de Saint Martin du Bois, uma pequena comuna da Aquitânia com pouco mais de 500 habitantes segundo censo de 1999. Não deve ter crescido muito até os dias de hoje. De lá, o Domaines Les Millaux produz  seus vinhos tintos maravilhosos.
É de uma cor escura, forte, com bouquet reconhecido da Merlot. Suave, perfumado. Feito de Merlot(70%), Cabernet Franc(15%) e Cabernet Sauvignon(15%). De lágrimas rápidas.
Na boca destacam-se sabores frutados característicos de framboesas e cerejas maduras e outros sabores exóticos. Seu teor alcoólico-14%- casa bem com o médio corpo. Um vinho elegante de boa presença mesmo com o médio corpo e média tanicidade. Macio, aveludado, muito fácil de degustar. Não é muito complexo .
Deixa um retrogosto muito duradouro e marcante.

domingo, 10 de junho de 2012

CHÂTEAU CHENU-LAFITTE 2009


CHÂTEAU CHENU-LAFITTE 2009
FlávioMPinto
Um vinho interessante de Bourg-sur-Gironde, localidade situada a norte do encontro do Garone e Dordogne, na margem direita do Gironde. Poucas referências no rótulo nos fazem rodar a taça na procura de suas origens exatas e composição vinífera. Sem dúvidas que é um blend bem bordalês. A única referência á mostra é que pertence a Appellation Bordeaux Controlée, algo que já lhe dá credibilidade.  
A começar a avaliação pela cor e bouquet , vemos que é de um vin rouge de ricos aromas, frutados, no entanto pouco perfumado, não exalando o rico aroma que normalmente os filhos de Bordeaux liberam. O teor alcoólico de 13% exibe lágrimas rápidas e pouco generosas.
Na boca, mostra-se elegante, fino, e de taninos bem definidos. Na minha avaliação, destaca-se a Cabernet Sauvignon, pois não é macio nem sedoso o que nos levaria á preponderância da Merlot. A própria localização de Bourg-sur-Gironde já indica a preponderância da Cabernet Sauvignon. Apresenta-se um pouco picante, mas nem tanto, apenas de leve. Assim como uma breve passagem por carvalho se mostra presente também levemente.
Um retrogosto curto e um pouco abaunilhado, mas com tendência a cerejas.  Um vinho de corpo médio, pouco marcante na sua trajetória, embora o sobrenome Lafitte leve a vinhos mais significativos e marcantes.
A vinícola foi comprada por chineses em 2010

segunda-feira, 28 de maio de 2012

CHÂTEAU VIEUX GEORGET BORDEAUX SUPERIEUR 2006


CHÂTEAU VIEUX GEORGET BORDEAUX SUPERIEUR 2006

FlávioMPinto
Mais um vinho certificado da agricultura biológica francesa, tão em moda nestes dias.
O Château Vieux Georget fica na cidadezinha de Saint Laurent Du Bois, no departamento de Gironde,  uma pequeníssima vila de não mais de 300 habitantes no estuário do  Gironde. Meia dúzia de casarões cercados de videiras por todos os lados e colinas onduladas , a perder de vista, que variam de 37 a 97 metros de altitude. Parece a região da Campanha gaúcha.
Jean da Fré produz um vinho engarrafado no Château com a vocação da Cabernet Sauvignon. Violeta, forte, perfumado, dando ares de sua graça já no destampar da rolha. Um bouquet bem ao gosto bordalês: frutado com notas cítricas e menta.
Na boca, a forte presença de cerejas, baunilha e framboesas. Notas de eucalipto também se fazem presentes deixando o vinho um pouco picante. Mentolado levemente.  Seus 12% de teor alcoólico são bem nítidos.
Medianamente encorpado, com taninos macios , mas bem pronunciados. Complexo, deixa um retrogosto duradouro.
Um Gran Vin de Bordeaux.
Esta é a minha opinião.