segunda-feira, 31 de julho de 2017

MONTEROSA CABERNET SAUVIGNON 2016

MONTEROSA CABERNET SAUVIGNON 2016
FlávioMPinto
Um vinho argentino de Mendoza, a capital portenha dos vinhos.
De cor forte carmim bem característica da cepa. Ao destampar a rolha já afloram aromas de groselhas e violetas bem demarcantes.
Na boca os taninos aparecem bem domados, mas se fazendo notar.
Um vinho seco que não renega sua origem-Mendonza-Argentina. O teor alcoólico de 12,5% não aparece no conjunto. 
Um vinho bem comportado, honesto e que mostra uma certa elegância. 
Um excelente custo-benefício para o dia a dia. 
É da Evino, uma importadora do Espírito Santo que vende vinhos muito bem no mercado brasileiro. Preços bons, vinhos idem e entrega em todo o Brasil até sem custo dependendo da compra. O site é www.evino.evino.com.br

Esta é a minha opinião. Ah, esqueci de dizer que o Monterosa 2016 deixa um final competente e duradouro.

sábado, 22 de julho de 2017

EXEMPLO 2015

EXEMPLO 2015
FlávioMPinto



Mais um vinho português de respeito, embora seja indicado para o diário.
Os portugueses conseguem a façanha de vinificar todas cepas cultivadas por lá. Uma variedade de mais de 300 uvas diferentes para todos os gostos.
O EXEMPLO 2015 feito com as uvas Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca, autóctones da região do Douro é mais um da variedade portuguesa.
De cor rubi forte, seu bouquet  dá poucas dicas de sua personalidade. Ele meio fechado. Apenas na boca se revela um autêntico duriense com frutados muito agradáveis e taninos salientes. De cor rubi forte.
No final, os taninos se mostram mais trincando os dentes e deixando um final longo.

Um bom vinho português com certeza. 


domingo, 4 de junho de 2017

VINHOS ORGÂNICOS CARRAU

VINHOS ORGÂNICOS CARRAU
Em 1994 em Santana do Livramento-RS, Juan Carrau iniciou o processo de conversão de seus vinhedos. Abandonando as práticas de cultivo , conhecidas como convencionais, os 75 hectares do campo La Mañana serviram de palco para a implantação de um novo conceito  para a produção de uvas finas: o cultivo orgânico ou biológico.
O gradual processo de transformação dos vinhedos incluiu muita adubação verde, húmus de minhocas, biofertilizantes e a substituição total de herbicidas, fungicidas e fertilizantes por adubos folhares, melaço e calda bordalesa, o único defensivo tolerado dentro dessa nova proposta.
Assim, em 1997, 1998 e 1999 esses vinhedos propiciaram os primeiros vinhos Cabernet Sauvignon e Gewurztraminer biológicos - vinhos com raras e excepcionais qualidades para os padrões vitivinícolas do país.
No período de 2002 a 2007, estes vinhos foram certificados pelo Instituto Biodinâmico( IBD) segundo as normas européias 2092/91. O IBD fiscaliza e certifica produtos orgânicos no mundo, seguindo normas que são a essência da Agricultura Orgânica.
Este foi um marco para os vinhos nacionais já que tratou-se dos primeiros vinhos finos das variedades Cabernet Sauvignon, Semillon e Gewurztraminer com certificação orgânica.

Hoje, a Juan Carrau continua com a condução orgânica de seus vinhedos com a certeza que este é o meio diferenciado para atingir produtos de destacada qualidade em equilíbrio com o meio ambiente.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

YSERN TANNAT 2009

YSERN TANNAT 2009
FlávioMPinto
Mais um produto com a excelência da Bodega Carrau, Rivera , Uruguai, com uvas vindas do seu vinhedo do Cerro Chapeu. Esse vinhedo, onde são cultivadas outras cepas de destaque , fica a poucos metros do Brasil, bem na fronteira, na linha divisória internacional. A poucos quilômetros dali fica o terroir do Cerro do Chapéu, em Palomas, distrito de Sant’Ana do Livramento, onde estão instaladas duas vinícolas importantes da região da Campanha brasileira: a Almadén e a Cordilheira de Santana.
Ele, o YSERN, é irmão siamês do AMAT, considerado um “Tannat sideral” por um crítico inglês, que escreveu o  famoso livro chamado Os 1000 vinhos para beber antes de morrer.
Mas o YSERN TANNAT 2009, já com origem assegurada, pois as Bodegas Carrau, são sinônimos de qualidade internacional, também deixa um rastro de qualidade por onde passa, seguindo a carreira do irmão. É de uma cor violeta clássica bem viva. Aromas frutados de frutas vermelhas, como ameixas maduras, morangos e especiarias como cravos e canela. Uma excelente ficha de apresentação.
Na boca, o YSERN TANNAT não deixa por menos: seu teor alcoolico de 13% se equilibra bem com a acidez dando-lhe uma elegância ímpar. Apresenta sua complexidade com boa amplitude de sabores.
Um vinho diferenciado, intenso e complexo.
Deixa um final frutado e longo, evidenciando sua qualidade.

Esta é a minha opinião.

sábado, 8 de abril de 2017

O sexto sentido nos vinhos

O sexto sentido nos vinhos
FlávioMPinto
Todos os sentidos são importantes na degustação de um vinho. Embora presente somente nos espumantes, o estourar da rolha ao destampar a garrafa, embora seja uma forma deselegante de abrir a garrafa, é mundialmente reconhecido com o ato de alegria, festa e comemoração. É a audição em foco, demarcando território firmemente nos espumantes , champagnes e cavas.
Nos demais tipos de vinhos a audição pouco se manifesta, contudo os outros sentidos afloram dando vida ao líquido de Bacco.
São estímulos físicos e químicos que nos apresentam a alma e corpo do vinho, como nasce, sua vida pregressa e futura, de onde veio e como foi feito, em que época, região e clima.
Os atos de cheirar e degustar nos trazem á tona até capítulos da história!
É claro que nem todas as pessoas sentem esses estímulos e sensações, mas quem os sente vivencia até a atmosfera da região onde foi plantada a uva .
Daí uma pergunta: onde se enquadra o sexto sentido.
Bom, o sexto sentido se enquadra quando degustamos um vinho de qualidade muito superior ao que estamos acostumados, fugindo em qualidade os nossos parâmetros revelando um questionamento:” O que estou bebendo”.

Um crítico inglês classificou o vinho AMAT, um Tannat da Juan Carrau, de Rivera, Uruguai, de sideral! 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

636 PREMIUM BLEND 2005

636 PREMIUM BLEND 2005
Um grande legado da pequena vinícola uruguaia 636, de Rivera. Tiago Gutierrez, enólogo e faz tudo, coloca os rótulos nas garrafas com elas sobre a coxa, um a um. No entanto a simplicidade desse gesto se desfaz ao levarmos o 636 Premium ao nariz e á boca.
De cor púrpura, limpa e intensa, o 636 Premium nos brinda com aromas de violetas e um toque de balsâmicos pela sua longevidade.  Na boca a acidez é média assim como os taninos, vindos do blend de Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot.Um blend com as uvas mais aquerenciadas na Campanha gaúcha/uruguaia. Aliás, a  636 fica em torno do marco trigonométrico 636 balizando a fronteira Brasil-Uruguai, sendo que a vinícola e os vinhedos ora estão no Brasil ora no Uruguai. Situação normal naquelas plagas.
Bem encorpado e muito bem equilibrado com álcool e amargor deixando um sabor bem agradável, que, mesmo com o envelhecimento, manteve o frescor e frutado.
Um vinho de pouca tiragem, mas que pode ser encontrado em armazéns no centro de Rivera. Não passa por madeira, o que aumenta seu valor, considerando ainda seu potencial de guarda, visto que foi degustado em 2017 em excelentes condições. Um vinho de alta qualidade, indiscutivelmente. Sua estrutura nos conduz a um produto muito bem apanhado e acabado e competente.
Deixa um final longo e duradouro.

Esta é a minha opinião.


domingo, 26 de fevereiro de 2017

GRANJA UNIÃO MALVASIA 2016

GRANJA UNIÃO MALVASIA 2016
FlávioMPinto
A Malvasia é uma uva grega que ganhou o mundo pelas mãos dos venezianos, comerciantes italianos que dominavam o Mar Mediterrâneo. Gera um vinho doce e suave.
O Malvasia da Granja União é um vinho de cor amarelo palha que exala aromas cítricos. Limões e laranjas surgem no paladar.
Na boca juntam-se os sabores de goiabada/marmelada cascão, limas e compotas cítricas campeiras de abóbora em calda dando um ar adocicado ao Malvasia. Muito agradável de se degustar. Suave, doce, lembra o primo sortudo e rico Sauternes de Bordeaux. Mas não são parentes, posto que não são as mesmas uvas que integram o blend. Aliás, o Malvasia é varietal.
O teor alcoólico de 10,5% dá um ar elegante e alegre, jovial, festeiro. Mais parece ser derivado dos moscatéis.
É o nosso Sauternes campeiro, sem Botritis, é claro!
Deixa um final robusto e marcante. Um excelente custo-benefício. Enfrenta os Late Harvest sul-americanos com galhardia e igualdade.
Acompanha muito bem sobremesas e aperitivos no verão.
Esta é a minha opinião.