segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O VINHO QUE SE CHAMA PELO NOME

O VINHO QUE SE CHAMA PELO NOME
FlávioMPinto
Quando você vai a um local e pede um vinho, como você se refere?
- Por favor, eu quero( ou me sirva, traga-me,  quero comprar) um vinho tinto/branco/ rosé.
Nos países de tradição, simplesmente nomeia-se o vinho.
- Veja-me um Margaux( um Bordeaux ou um Graves ou um Sauternes ).
O vinho é uma figura única. Cada um é cada um e se faz diferente a cada garrafa. E chamá-lo pelo nome é mais uma indicação e reconhecimento de sua absoluta individualidade.
No Brasil, poucos são os locais em que pode se chamar o vinho pelo nome, talvez até nenhum. Até porque, não temos o que a Europa oferece, particularmente tradição. Os vinhateiros nacionais não produzem somente um  tipo de vinho nas suas caves e as regiões ainda não dispõem de um vinho característico. Não teríamos como pedir, por exemplo, um Caxias...um Pinto Bandeira.... Já quem pede um Charlemagne, obviamente receberá um Chardonay da Borgonha. Um vinho claramente identificado com o lugar onde é plantada a uva no qual é  produzido.
Ainda temos um longo caminho a andar, caminho de educação vinícola em todos os níveis. Aliás, o nosso país carece de educação geral e não só nessa área, e pelo andar da carruagem estamos longe.
Mas ainda chegaremos ao ponto de chamar o vinho pelo nome, com toda cadeia produtiva altamente prestigiada e zelosa por seu produto.
Um povo pouco exigente consome produtos de baixa qualidade. Bebedor ruim leva a vinhos ruins, que não evoluem por falta absoluta de exigência no consumo. Apenas alguns bolsões de alto consumo existem e persistem no gosto de alguns abnegados.
No entanto, a qualidade dos vinhos brasileiros sobe em velocidade geométrica e num curto espaço de tempo teremos vinhos em nível internacional. Os espumantes já chegaram lá.
Agora é exigirmos cada vez mais para aumentar a qualidade dos demais em futuras áreas demarcadas.
Não chegaremos a dualidade do pão & vinho como parte da cultura como é na França, mas, um dia,  sem dúvidas, esse patamar será atingido.
Um dia, ainda, chamaremos o vinho por seu nome.

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